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Baby... te escrevo... e faz menos uma hora que nos despedimos.... e ainda sinto o corpo aquecido pelo abraço que não trocamos nem sei porque... ainda tenho o teu sorriso na retina... o timbre da tua voz ainda existe intenso em mim... meu corpo ainda tem urgência do teu... Não sei ainda explicar o quanto é bom te ver... dividir um pedaço do dia... seja para falar, ouvir, abraçar, silenciar... e admiro a sinceridade com que você enfrenta os teus nós... a tua maneira direta de simplificar o que parece complexo... e de complicar o que é tão infinitamente simples... mas o que importa é que muito bom estar ao teu lado... porque você me aponta caminhos que não sabia existir... você me acende possibilidades.... uma nova descoberta dos meus próprios subterrâneos... e de mim mesma... uma “eu” que me era desconhecida... muito mais calma... mais serena... mais paciente... E assim vou escrevendo... lembrando de frases que anotei em algum momento de vida... e que jamais esqueci... foi curioso... lembrar de frases soltas... como uma pena ao vento... eu escrevia essas coisas “jogadas”.... lembrei de textos muito antigos... uma maneira de escrever muito intensa... quase ingênua... que não sei onde foi parar.... talvez meu coração fosse mais selvagem.... eu era jovem e acreditava que o mundo me pertencia... não existia tanto o medo do tombo, das dores... nem as cicatrizes... eu era, ou tentava ser, mais sedutora e destemida.... era mais objetiva e tinha mais a dizer... minhas palavras pareciam urgentes.... senti saudades de escrever daquela maneira.... Hoje... já madura... não tenho muito mais tanto a dizer... tenho com você uma comunicação que é tão nítida e tão precisa que esse texto só está sendo escrito para te dizer que já sinto a sua falta... e que adoro o nosso encontro... ele me inspira... me entrega a sensação de que trocar é também aprender... e você tem me ensinado a amar assim sem concordâncias... sem procurar sentidos.... sem me incomodar com o tempo nublado... com o céu azul... com as dores que não nos doem... E a nossa história a gente inventa... e que o final seja sempre feliz...
Escrito por L.C.
às 00h36 |
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Decidi simplesmente permitir... acho que é isso... eu permito.... e permito sem considerar nenhum outro desejo que não o de agora... sem considerar nenhum passado entre nós... ou qualquer possibilidade de futuro.... apenas permito... entrego confiando nos teus olhos todos os passos que nos permitimos até aqui... onde zeramos nosso antes... para depois, interrogarmos o nosso depois... aqui eu tiro a roupa dos dias... e quero a tua nudez de homem e o doce da tua boca... o toque da tua pele na minha... os pelos na desordem natural do corpo... os traços e volumes... e os músculos e nós... nós, a soma do eu e do você... o plural... transbordando o copo... duplicando olhares... as diferenças... a vida comum refletida pelo espelho dos olhos do outro... o elo de qual ligação nos deu o laço... tal qual uma fita num presente especial... é assim... Eu permito... sabendo de tudo o que eu sei até aqui... e ignorando essa trajetória para começar um novo começo... acredito que é preciso desaprender de quando em quando... zerar o cronômetro para um novo tempo... limpar a passarela para um novo desfile... cada pessoa é um novo começo.... tenho a soma dos teus olhos nos meus... a soma da tua boca na minha... e todo o embolar de silêncios e sons... Eu permito porque o sexo é tão bom e confortável e dura o instante de uma eternidade e não deve ter fim... e fodam-se as convenções caretas... e o papai-mamãe...e todas as transas sem amor... porque para compreender o que é invadir o corpo do outro é preciso amar e desejar intensamente... sem ter que pedir licença para entrar... sem se sentir constrangido para explodir séculos e vidas dentro do universo... nem a intimidade e a história do outro... Venha então... entre... eu permito.... eu desejo.... eu desejo apenas o teu desejo... apenas satisfazer nossos silêncios... de olhos nos olhos... e corpo no corpo... vem comigo... vem.... vamos tocar as estrelas... Escrito por L.C.
às 00h24 |
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As luzes na minha janela... um ventinho frio sopra pela fresta... início de primavera... sozinha... ignorando os lençóis... os cobertores... os gelados pés descalços.... e tudo que eu queria agora era poder te dizer que eu sempre encontrarei espaço para te amar... que existe em mim um tempo de amor... que de quando em quando me pega de surpresa... e chega de mansinho... e me invade sem pedir licença... eu te observei dormir... enquanto ouvia as músicas que você gosta... e me ensinou a gostar... a música que desperta sensações... que aproxima... que marca um momento... acordei com a luz do sol ainda tímida... faz frio apesar do sol... mas o sol parece querer esquentar... eu adoro cenários e textos.... mas, adoro os cenários.... eu gostaria de poder te dizer imagens... eu gostaria de poder te dizer meses de amor... te informar noites e poemas... e o quanto eu te adoro... o quanto eu adoro adorar você... para mim, você vai ser sempre esse homem admirável... que me surpreende com os carinhos precisos... e me encanta os olhos sabendo ser tão criança e tão desprotegido... tão íntegro e seguro... tão adulto.... essa delicadeza bruta... confusa e exata...
Eu acho que a melhor maneira de dizer o quanto você me é especial e me enche de delicadezas, é seguindo o curso óbvio das palavras mais simples, que comunicam essas sensações tão fáceis e preciosas... eu amo você... assim de um jeito de que vou amar por tanto tempo... e, por tanto tempo, vou redescobrir essa mesma sensação que é tão nova e tão antiga.... Escrito por L.C.
às 21h52 |
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Acho que eu nunca recomecei um texto tantas vezes... não gosto quando as palavras me confundem a ponto de me paralisar.... aí fui entender que minha dificuldade estava no fato de que eu estava trilhando um caminho que não me deixava à vontade, que não me causava segurança... tentava descrever o teu olhar sobre o mundo, sobre esses dias... ora, que audácia a minha tentar olhar a vida pelos teus olhos... e ainda transformar isso em palavras, frases... lembrei de um fragmento de conversa que tivemos ontem... eu dizendo que escrevo apenas para mim... sobre mim... porque não é possível olhar pelos olhos do outro.... não é permitido ver a vida através do outro... no máximo, se encontrar refletido... na melhor das hipóteses, compartilhar... no acerto, se identificar, se encontrar e se perder... sobre mim, eu posso falar com segurança... até com uma possível clareza... com alguma responsabilidade e propriedade... do meu olhar eu percebo os demais olhares... e as tuas dores, eu tento amenizar com o meu carinho, a minha atenção, os meus olhos nos teus... Fiquei pensando que eu sei muito pouco... talvez menos do que deveria... sei pouco também sobre mim... acho que nós estamos vivendo a Quadrilha do Drummond... todos interessados por todos... e um alguém que não ama ninguém... só que a melhor maneira de dizer alguma coisa é simplesmente dizê-la... sem névoas, sem cenas, sem medo... e eu amo você.... não sei ainda de que maneira... mas eu amo... teu sorriso me desconcerta... teu carinho me encanta.... eu te agradeceria por uma série de coisas... mas “obrigada” soaria como um favor... e nossa história, nossa linha de partida é um encontro especial... raro... o que eu quero mesmo é que nosso futuro e a nossa trajetória sejam bacanas... nos transforme em pessoas melhores... em pessoas mais felizes... com, cada vez, mais cumplicidade e respeito... mais risadas e histórias para viver e contar... Eu comecei dizendo das minhas tentativas e confusões... e termino admitindo que ainda pareço confusa... mas isso não me faz mal, não me angustia e não te envolve... as minhas linhas, eu vou desenrolando com o passar dos dias... e tudo se ajeita no tempo certo... chega uma hora em que as peças encaixam e descobrimos algum sentido... e eu tenho cada vez mais prazer em saborear a vida... por isso proponho um brinde ao nosso encontro... um brinde aos nossos mistérios e aos nossos prazeres.... e a todo o tempo que vier para durar nossa história... Os pequenos prazeres são também os maiores.... e a felicidade está nas sutilezas... na convivência fácil... e no carinho de apenas um olhar...
Escrito por L.C.
às 14h48 |