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Amanheceu cinza.... da janela ela via o céu... sentia o vento frio no seu rosto... observava os carros indo e vindo enquanto a água para o café esquentava no fogão... em pouco mais de uma hora estaria pronta... tomou o café... um banho... prendeu os cabelos.... e esperou... por instantes chegou a duvidar que ele viria de fato... mas veio... e saíram... andaram pelo centro da cidade... aquela parte que um dia já foi glamurosa... e hoje está tão decadente... andaram na chuva... ela sentia-se uma criança... a camisa branca molhada denunciava o contorno do sutiã... mais um pouco de chuva e seria fácil notar as batidas descompassadas do seu coração... Tudo foi perfeito... o programa inusitado foi divertido... seguido de um almoço frugal... lugar descontraído... papos soltos... até a trilha sonora parecia ter sido encomendada... chegou até a emocionar-se... os desejos invadiam seus pensamentos... o sentimento parecia querer gritar... era como se ela tentasse dizer com os olhos tudo aquilo que a boca era obrigada a calar... mas, acordo é acordo... e ela não era dada a quebrar pactos... no fundo, ela queria mesmo que tudo fosse igual e diferente... programa igual... papos idem... mas, diferente, num cruzar de olhos que tivessem a mesma intensidade... como ela queria que aquele carinho todo fosse uma via de duas mãos... como ela queria, por uma fração de segundos, sentir sobre si um olhar de amor...
Mas, ela bem sabia, que nem tudo é como queremos ou sonhamos... a realidade não dá espaço para a imaginação... e nem tudo é tão ruim como pode parecer... claro que vez por outra dói um bocado... mas essa não é regra... ainda bem!... os momentos felizes são tão maiores... e a conquista da liberdade de se falar o que se sente é maravilhosa... o entendimento perfeito... o respeito às individualidades... ao espaço de cada um... isso sim é uma relação madura... gostosa... verdadeira... acima de tudo, uma relação feliz!... (pensando bem, talvez nem seja uma relação... pelo menos não como essas são estabelecidas pelos códigos sociais... mas, isso sim posso afirmar com certeza, é uma história de muita felicidade!) Escrito por L.C.
às 22h57 |
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Pensando...lembrando...sonhando acordada... Cada segredo confessado... cada emoção compartilhada... Fico feliz, quando faço você sorrir... mesmo que seja um sorriso sem graça.... E hoje tudo que eu queria era sentir você nos meus braços... Não por um simples momento e sim por uma pequena eternidade... A eternidade de cada momento compartilhado intensamente... E ouvir sua respiração próxima do meu ouvido... Quero caminhar pela rua, de mãos dadas... sem o medo ridículo de parecermos dois jovens bobos enamorados... Apenas desejos... desejos permeados de duplo sentido... Uma felicidade incondicional como o sentimento que tenho por você.... O que sinto é apenas amor... nada a ver com desejo de convivência, sexo ou qualquer coisa carnal ou material... O segundo sentido é o meu lado animal... querendo apenas sentir, tocar, beijar, amassar... Ouvir seus suspiros... seus gemidos de prazer... Sem confundir amor com sexo... até porque eu acredito que amor pode e deve existir sem o sexo... Assim como o sexo e o tesão independem de qualquer sentimento... Mas o sexo com amor é sublime... beijo com amor é extasiante... um toque com amor.. é relaxante... Paixão assim...não quero mais!
Escrito por L.C.
às 22h27 |
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Existe uma parte do aprendizado da vida que, acho que não aprenderemos jamais: não devemos esperar que a outra pessoa nos trate da maneira que esperamos... até porque “esperar por” é algo que normalmente decepciona... nos deixa descrentes... vazios... precisamos aprender que as nossas ações... as nossas doações... só merecem ser arriscadas quando, de fato, partem do desejo... da nossa mais íntima vontade de querer agradar...de atingir... mostrar todo o nosso afeto sincero... de dentro para fora... e, se eu te fizer um carinho... não devo esperar o mesmo carinho de volta... por mais que, no fundo, em mim exista o desejo latente do retorno.... aí chego no meu raciocínio... onde as interrogações apareceram... eu sei do jogo.... conheço as regras... sei como ele funciona... e tenho ciência das suas dificuldades.... e, ainda assim, não consigo descobrir porque eu ainda insisto em esperar por alguma reação... que não virá... e me voltam à mente as intermináveis leis da física... “toda ação gera uma reação igual e proporcional”... “lei de causa e efeito”.... (deve ser quase isso)....
E, por fim,sobra apenas aquela lição chata... que a gente consegue compreender...mas não coloca em prática...no fundo sabemos que o que importa mesmo é que, quando a coisa aperta... a gente olha para o lado e pede ajuda... mas esse papo furado de que a vida é uma escola está ultrapassado.... mesmo assim, eu sinto que, esperar pelo trem que não virá... tendo ele por perto... será sempre um aprendizado... será sempre um ensinamento... será sempre bom demais!... e aí, eu terminaria dizendo assim: "te amo... porque a vida me deu essa oportunidade... te aouço... te busco... te entendo... te questiono... te assisto... te aplaudo em pé... te beijo... te calo... te abraço... te procuro... te observo... te admiro... te vejo... te leio... te encontro... te escrevo... te falo... te toco... te amo (calada)... e sem jamais cobrar uma reação igual e proporcional..." Escrito por L.C.
às 23h52 |
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Na negativa o mundo funciona errado... e nem percebemos o quanto isso é óbvio... ou que, muitas vezes, o nosso esforço é em vão... não percebemos que nem sempre o tom acima é música... que a mão quando não acaricia não aquece o frio no abraço... e você bem sabe o quanto tento me equilibrar... me aproximo de leve... respeitando os seus espaços... mais que isso, me responsabilizo e deixo correr porque eu aprendi que é preciso encontrar uma temperatura certa... se é morno para mim, descubra o teu ponto, a tua mistura ideal... e me ensine... nada que não se saiba... não há nada de novo a ser descoberto... tudo já foi dito, escrito, gritado ou cantado por alguém... mas o teu sentimento só depende de você.... só você pode descobrir se é no grito ou no sussurro... no whisky ou na água... só você pode saber seu tamanho... para saber como seguir... para dispor-se ao inevitável... ao inédito.... medir-se diariamente... a cada novo alguém... em cada antigo alguém.... porque cuidar das conquistas é tão fundamental.... mas a gente sempre perde um ponto... um flash... mesmo quando não percebe.... mas também ganhamos uma delicadeza frágil... a tal dafelicidade...
E, se algum dia, o vento deixar de soprar, a gente segue sendo amigos... chora um rio... cita os melhores poetas... repete incansavelmente nossas melhores frases... afundamos naquela deprê básica... bebe por aí... e, também por aí, perdemos a direção... e finalmente nos encontramos conosco... e reaprendemos a viver... cada um a sua vida...
Então, eu proponho: vamos somar, juntar, chegar perto, arriscar, ver como é que fica, ajustar, desatar... e quem sabe eu não aprendo um pouco do teu não... e você ganha um pouco do meu desatino... afinal é assim que a vida corre... entre espelhos e reflexos... uma balada e um rock... ou ainda: é você quem eu quero hoje... amanhã... mesmo na negativa... mas nunca na contra-mão... Escrito por L.C.
às 15h11 |
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Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência , em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar. A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar a nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para amalgamar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal. A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente. Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a aprender que se sentem fração ,mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro . Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro , seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades.E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o individuo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva. A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrario, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas , são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e concessões exageradas são coisas ultrapassadas.Cada cérebro é único . Nosso modo de pensar e agir não serve de referencia para avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto. Todas as pessoas deveriam ficar um pouco sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal . Na solidão o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo , e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto as diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um. O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável pois nesse tipo de ligação há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado. Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes, você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo... Caso tenha ficado curioso em saber o significado de SAWABONA, é um cumprimento usado no sul da África e que quer dizer “EU TE RESPEITO, EU TE VALORIZO, VOCÊ É IMPORTANTE PARA MIM”. Em resposta, as pessoas dizem SHIKOBA, “ENTÃO EU EXISTO PARA VOCÊ” (Ernesto Cortazar) *** recebido de uma amiga prá lá de especial... Dé, valeu!!!! Escrito por L.C.
às 00h07 |
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Tenho mania de navegar... de descobrir “coisas” na net... passeio por portais, páginas e blogs... não raro encontro algo bacana... às vezes deparo-me com algum texto que me fala diretamente ao coração... hoje foi esse: "Quando a porta do coração de alguém não se abre pra você, fuja! Com a gente o mesmo sucede. O homem perfeito aparece, faz tudo por nós, e a gente dispensa sem culpa e esquece sem perceber. Ele não te quer? Desapareça sem deixar vestígios porque o tempo passa depressa, a vida é curta mas é larga, e existem casos verídicos de pessoas que tentam uma vida inteira. Tem gente que acaba se viciando nisso, em não ser amada. E o que é pior: ele pode até se casar com você." G.H. Talvez esse texto contenha algumas verdades... provavelmente reflita alguma coisa que eu já tenha pensado em algum momento... não estou nos meus melhores dias... sinto-me sensível demais... chorona... deve ter algo a ver com TPM.... sei lá... mulher é bicho de fases... como a lua... talvez eu esteja na fase minguante...rsrsrsr... nada sério...e nada capaz de abalar minhas estruturas ou a maneira pela qual eu tenho tentado conduzir a minha vida... ainda tenho uma certeza absoluta: eu quero ser amada, sim!... mas quero ser amada sem sobressaltos... sem furacões ou loucas tempestades... sem a necessidade de sentí-lo extremamente apaixonado e delicado num momento... e em seguida, sem qualquer razão aparente, por algo que ele pensa ter ouvido, e do jeito que ele acha que ouviu, interpretar à sua maneira, sempre incontestável, e me mandar pra aquele lugar e se dar ao direito de gritar comigo e dizer: "me esquece!"... ou bancar o imaturo infantilóide... e logo depois, telefonar,como se nada tivesse acontecido e falar: “Eu já te disse hoje o quanto eu te amo?"... não... eu sempre detestei montanha russa... e esse amor doente eu não entendo... essa coisa maluca eu já vivi... conheço o roteiro de trás pra frente... e esse tipo de amor eu não quero mais!
Escrito por L.C.
às 14h46 |