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Uma frase aqui... outra palavra ali... e o que o corpo já dizia finalmente sai pela boca... quase sem querer... ainda tentando manter o controle da situação... mas a emoção vira palavra... e a palavra vira poesia... e o sonho vira realidade... E, se depois, as palavras não se repetem ao vivo... tudo bem!... ecoarão para sempre no coração... na memória... nas lembranças... E eu juro que não foi sonho! Algumas coisas parecem demorar uma eternidade... mas uma hora qualquer vencem os medos... e simplesmente... acontecem!
E aí eu ganho uma cara de boba...um sorriso solto... e só ele e eu sabemos porque! Escrito por L.C.
às 20h40 |
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Desde que passei a viver sozinha aprendi a contar com algumas companhias fiéis... ou quase isso... a sempre presente TV do quarto... um bom livro para adormecer sonhando... um monte de músicas baixadas na net... o telefone e o computador... afinal a solidão bate e ninguém é de ferro... sempre é possível bater um papo a qualquer hora... Aí, numa dessas noite, já na cama, assisto a “Casa das Sete Mulheres”... reprise... mas daquelas que valem a pena... já que a história é linda e o acabamento estético é primoroso... uma trilha sonora emocionante... e eu, uma romântica assumida, me flagro de quando em vez com uma lágrima de emoção querendo rolar... naquela noite uma cena entre Giuseppe e Anita Garibaldi me tirou algumas horas de sono... a cena mostrava ambos em Laguna... numa praia... ele contava a ela que havia abandonado uma moça com quem vivera uma história de amor... e ele segue explicando... “um amor fresco... como um primeiro amor”... e ela, guerreira, forte e decidida diz uma frase que jamais esquecerei... “eu nunca quis ser o primeiro amor de um homem... quero ser seu último grande amor”... E não é que Anita Garibaldi está certa?!.... o primeiro amor é gostoso... mas é ingênuo... a vida (pelo menos em tese) está apenas desabrochando... não sabemos muita coisa... criamos expectativas, na maior parte do tempo, absolutamente infundadas... viajamos em fantasias ainda infantis... e a maturidade parece ser algo distante... mas o último amor... que não significa exatamente o último que viveremos... mas o atual... é infinitamente mais gostoso... já maduros... tranqüilos... sabendo o que queremos e o que gostamos... verbalizamos com maior facilidade nossas expectativas... já que são concretas e objetivas... dispensamos os jogos e as inseguranças... estamos mais bem resolvidos... e isso se reflete nos nossos sentimentos... fazendo com que eles se tornem ainda mais fortes...mais intensos e muito, muito mais curtidos...
E é isso aí... eu também quero ser o último amor de alguém!... (dele... e ele sabe disso!) Escrito por L.C.
às 20h30 |
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Noite fria... o ar gelado a penetrar os ossos... a cama vazia atrás de mim... uma ponta de solidão como companhia... leio Vinícius... e caio na tentação de parodiar um poema seu... Procura-se um namorado... é imperativo que seja homem... mais que isso... que seja humano... que tenha sentimentos... e um enorme coração... que saiba falar e calar... sobretudo saber ouvir.... adoraria que ele gostasse de poesia... de madrugada... de sonhos... do sol... da lua... do canto dos ventos... e das canções da brisa.... seria legal também se ele tivesse vivido uma história de amor... que tivesse um grande amor para dar... e que gostasse de dividi-lo.... ou então que sentisse uma necessidade visceral de viver essa emoção... seria também muito interessante que ele soubesse guardar segredos... sem que isso significasse sacrifício... Não é preciso que seja de primeira mão... nem é imprescindível que seja de segunda mão... até um de terceira ou quarta mão eu acho muito interessante... pode ser alguém que já foi enganado... todos os amores um dia são... nem é preciso que seja puro... nem que seja de todo impuro... mas não deve ser vulgar... de for delicado então, já começa ganhando pontos... é importante que tenha um ideal... um objetivo qualquer na vida... e medo de perdê-lo... e, no caso de assim não ser... que sinta o imenso vazio que isso deixa.... Procura-se um namorado para gostar dos mesmos gostos... que se comova, ao sentir o quanto é amado.... que saiba conversar de coisas simples...da vida... de planos... e das recordações de infância.... precisa-se de um namorado para não se perder no vazio da vida..., para contar o que se viu de belo e triste durante o dia... dos anseios e das realizações... das fantasias e da realidade... Precisa-se de um namorado que diga que vale a pena viver... não porque a vida é bela... mas porque já se tem um amor gostoso.... precisa-se de um namorado para se parar de chorar... para deixar o passado de lado e cessar a busca pelas memórias perdidas... que saiba abraçar sorrindo ou chorando... que me ame com maturidade... e sorria como um menino... que cuide de mim... e que permita ser cuidado... que se abra para as descobertas... para finalmente podermos descobrir juntos que a vida pode ser maravilhosa...
*** sorry "Poetinha"... mas foi incontrolável...
Escrito por L.C.
às 22h45 |
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Há tempos ela esperava por esse encontro... quando ele ligou convidando-a para um jantar, sentiu aquele frio na barriga tão característico... desligou o telefone ainda inebriada... faltavam ainda dois dias... e ela já sabia que, nesses casos, o tempo gostava de pregar peças... e se arrastava indefinidamente.... A noite marcada chegou... ela arrumou-se com cuidado... o vestido de shantung cinza-chumbo... os sapatos altos... o brinco solitário... os cabelos mais escuros contrastavam com os olhos ainda mais verdes... duas gotinhas de perfume... apenas o necessário para perfumar-se sem incomodar... e saiu... pegou um táxi rumo ao lugar combinado... Chegou ao endereço (mal) anotado naquele pedaço de papel... gostou da atmosfera... tijolos aparentes... mesas com toalhas de linho imaculadamente brancas... aquele pequeno bistrot poderia tranqüilamente estar localizado na Toscana... na Riviera Francesa... no Soho... ou em São Paulo... era cosmopolita... ao mesmo tempo em que era aconchegante e deliciosamente romântico... pensou isso naqueles intermináveis segundos em que o maitre a levava em direção à mesa... onde ele estava! Á medida em que se aproximava.... um filme passava em flash-back em sua mente... lembrou-se da última vez... sentiu as lágrimas querendo aflorar... segurou... enquanto os joelhos tremiam... e o coração, indisfarçavelmente, parecia querer saltar do peito... batendo descompassado... ele estava ali... na sua frente... elegante... e com o mesmo e inesquecível sorriso que tanto a encantava... o olhar escondido na armação tartaruga dos óculos... sentiu-se gelar... um calafrio percorreu seu corpo quando se viu frente a frente com aquele homem.... um beijo na face... os elogios trocados... e ela ainda sem acreditar naquilo tudo... O garçom trouxe azeite e pães diversos... pediram um vinho.... tinto, como ela gostava... os olhares os desnudavam.... aquele homem tirava ela do ar... trazia à tona um turbilhão de doces emoções.... e o tempo não tinha conseguido roubar isso... ali, frente a ele, era não passava de uma menina... e ele sabia disso... conversaram amenidades... futilidades... e tudo que ela sentia era que o tempo não havia passado... ele continuava delicado... doce... cavalheiro... nem uma nota fora do tom...
Foi quando ele disse... “quero namorar com você!... demorei muito tempo para perceber que é com você que minha vida faz sentido... é com você que quero viver uma história de verdade!... me diz que ainda dá tempo”... ela apenas olhou.... deixou uma lágrima de emoção rolar em seu rosto... não precisava responder nada... apenas sorriu... ele sabia a resposta.... Escrito por L.C.
às 22h17 |