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Era um encontro e tanto... tinham tantas coisas em comum que, esse encontro parecia estar mesmo “escrito nas estrelas”.... já estavam perto de completar um ano que se conheciam... uma relação que foi amadurecendo aos poucos... não tinham barreiras... os segredos inexistiam... haviam conquistado uma rara intimidade... e uma liberdade ímpar... tudo era permitido... Houveram beijos... muitos... dormiram juntos... foram amigos o tempo todo... amantes em alguns momentos... namorados em outros... a sensação de estarem juntos era sempre encantadora... mágica... Uma noite saíram... conversaram como sempre... olharam nos olhos... a boca falava... o corpo falava... os olhos entregavam... a felicidade estava presente... comeram... beberam... falaram... (nossa! como falavam!)... chegou a hora de irem embora... levantaram-se e seguiram em direção ao carro... e, pela primeira vez, ele segurou a mão dela.... Andaram de mãos dadas pela primeira vez... com toda a intimidade deles, isso nunca tinha acontecido... ela sentiu uma luz de sensações radiosas... aquilo era inesperado.... surpreendente... indescritível... inesquecível... e ela apenas se deixou levar por aquela súbita felicidade... com a qual tanto sonhou... De repente... quase aos 42... não passava de uma adolescente... sentindo a mão do seu amado enlaçar-se na sua... naquele momento ela apenas deixou que ele a levasse aos céus... e tocasse as estrelas... Escrito por L.C.
às 14h12 |
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O dia foi maravilhoso... parte dos meus objetivos pessoais parecem querer concretizar-se... a minha vida profissional ganhou um novo ânimo... e me deixa esperançosa... vejo a possibilidade de finalmente conseguir dar uma “arrancada” rumo ao sucesso... um novo recomeço... um reaprendizado de mim mesma... Mas continuo com a sombra sempre presente das indefinições e das incógnitas... das palavras que ferem sem querer ferir... da realidade nua e crua que se descortina à minha frente... a despeito das minhas crenças... dos meus sentimentos... não vejo ou não quero ver?... e sigo enganando-me... querendo acreditar no inacreditável... no irrealizável... e os dias continuam em ritmo de montanha-russa... em segundos vou do céu ao inferno... do riso solto às lágrimas incontidas... de dor e de desesperança... A verdade nem sempre é fácil de ser encarada... a verdade escancarada machuca... tinge de escarlate o que antes parecia cor-de-rosa... e me obriga a colocar os sonhos em compasso de espera... até quando?
“ Eu, prisioneiro meu, descobri no breu uma constelação Céus,conheci os céus pelos olhos seus, véu de contemplação Deus, condenado eu fui a forjar o amor no aço do rancor e a transpor as leis mesquinhas dos mortais Vou entre a redenção e o esplendor de por você viver Sim, quis sair de mim esquecer quem sou e respirar por ti e assim transpor as leis mesquinhas dos mortais Agoniza virgem Fênix (o amor) entre cinzas, arco-íris e esplendor por viver às juras de satisfazer o ego mortal Coisa pequenina, centelha divina, renasceu das cinzas onde foi ruína pássaro ferido hoje é paraíso Luz da minha vida, pedra de alquimia Tudo o que eu queria, renascer das cinzas Quando o frio vem nos aquecer o coração Quando a noite faz nascer a luz da escuridão e a dor revela a mais esplêndida emoção: O amor ”(Fênix – Flavio Venturini / Jorge Vercilo) Escrito por L.C.
às 00h12 |
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A noite passada sonhei com flores... várias delas... arranjos diversos... vasos... ramalhetes... gérberas... margaridas... rosas-chá... lírios laranja... copos-de-leite...orquídeas... todas as que eu mais gosto... e em todos os arranjos, um cartão... quando eu me aproximava... as letras escorriam e eu não conseguia ler as mensagens... a sensação das palavras fugindo iam me angustiando... e acordei com uma sensação estranha... que me acompanhou ao longo do dia... Não consegui me lembrar de quando foi a última vez que me deram flores... é provável que tenha sido num aniversário... há alguns anos... é incrível... eu adoro ganhar flores!... e nunca ninguém se lembra disso... a maioria das pessoas acha isso bobagem... afinal elas morrem e vão para o lixo!... acabam sendo substituídas por algo mais útil e duradouro... as pessoas, muitas vezes, em sua pequenez, são incapazes de entender o quanto é delicado presentear com flores... Receber flores é uma das coisas mais gostosas e emocionantes que existem... e não é necessário que seja em uma data ou ocasião especial... nada previsível... flores devem surpreender... chegar “fora de hora”... e se vierem acompanhadas por um cartão carinhoso... sou capaz de “dissolver”... as flores parecem conter algum código... algo que nos diz que somos importantes para quem as enviou... Mesmo tendo passado tanto tempo desde a última vez... ainda lembro da sensação de felicidade ao abrir a porta para uma entrega da floricultura... da ansiedade em ler correndo o cartão para saber quem as enviou... é mesmo uma coisa indescritível... uma doce emoção... Escrito por L.C.
às 17h37 |