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Sou louca por música... e não tenho nenhum tipo de preconceito... basta que me toque a alma... que me emocione... não preciso nem entender a letra... muitas vezes, apenas a melodia é suficiente para me embalar... e me fazer sonhar...eu diria que vinha vida tem uma trilha sonora bastante eclética... músicas me devolvem momentos perdidos no tempo... pessoas especiais... e as nem tão especiais assim... mas acabam funcionando sempre como uma espécie de viagem através do tempo... No dia-a-dia... enquanto trabalho... o rádio costuma ficar sintonizado numa estação de MPB... música de boa qualidade... atemporais... há alguns dias ouvi uma música... uma cantora nova... de voz muito doce... quando prestei atenção na letra me emocionei... deve ser porque eu adoraria ter escrito esses versos Lugares ProibidosHelena Elis Eu gosto do claro quando é claro que você me amaEu gosto do escuro no escuro com você na camaEu gosto do não se você diz não viver sem mimEu gosto de tudo, tudo que traz você aquiEu gosto do nada, nada que te leve para longeEu amo a demora sempre que o nosso beijo é longoAdoro a pressa quando sinto sua pressa em vir me amarVenero a saudade quando ela está pra terminarBaby, com você já, jáMande um buquê de rosas, rosa ou salmãoVersos e beijos e o seu nome no cartãoMe leve café na cama amanhãEu finjo que não esperavaGosto de fazer amor fora de horaLugares proibidos com você na estradaAdoro surpresas sem dataChega mais cedo amorEu finjo que não esperavaEu gosto da falta quando falta mais juízo em nósE de telefone, se do outro lado é a sua vozAdoro a pressa quando sinto sua pressa em vir me amarVenero a saudade quando ela está pra terminarBaby com você chegando já
Escrito por L.C.
às 00h27 |
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Escrito por L.C.
às 12h21 |
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Um dia ela acordou resolvida a terminar com tudo aquilo... com aquela vida que já não mais merecia ter esse nome... afinal, já não vivia... no máximo o que ela se permitia era sobreviver... acordando antes do sol nascer... organizando a rotina da casa... e ainda conseguia buscar, no fundo das entranhas alguma disposição para se arrumar... era coquette.. era inadmissível encarar a rua com o cabelo desalinhado... o velho camisolão de flanela... descalça... e, ainda por cima, de cara lavada... aquele roteiro não pertencia a ela... sentia-se uma personagem errada... num filme equivocado... Já não era mais a jovenzinha admirada pela beleza... os anos haviam roubado todo o seu frescor... e as rugas, se ainda não esculpiam seu rosto com imensos sulcos, começavam a querer vincá-lo ao redor dos olhos... o corpo já não era mais o de adolescente... ganhara peso... e marcas do tempo... mas as maiores cicatrizes ninguém via... os profundos ferimentos estavam escondidos dentro da alma... Naquele dia, terminou de se arrumar... apenas jeans, camisa, um par de tênis, rabo de cavalo... olhou novamente a maleta onde havia apenas o necessário... já que os supérfluos apenas atrapalhariam... abriu a porta do quarto sem fazer barulho... entrou quase sorrateiramente... um beijo suave... o último... ato contínuo, fechou a porta...
O dia já estava claro... o sol prometia esquentar aquela manhã ainda fria... olhou novamente o bilhete... não conteve uma lágrima teimosa... deu uma longa olhada na sala... nos móveis tão decadentes como a sua história... olhou a passagem que segurava... pegou a maleta... fechou a porta atrás de si... e deixou a vida para trás... o tempo ainda não havia roubado seus sonhos... e foi em busca deles que ela lançou-se num novo começo... já não era mais crisálida.... a borboleta precisava voar... Escrito por L.C.
às 16h38 |
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Minhas opiniões mudaram ao longo dos anos... houve um período em que eu acreditava que o amor passional por uma única pessoa seria a solução para todos os problemas da vida, da humanidade, do planeta, do Cosmo... mas agora consigo ter uma nova percepção do amor... o amor como um sentimento bem maior do que a louca paixão... o amor que reconhece a trajetória, a "balística" do outro.... o amor que não permite a frase de Sartre que na adolescência já me irritava: "l'enfer c'est l'autre"... o amor-companhia e companheiro... o amor cúmplice... o amor de parceria... sem fogos de artifício... o amor onde o tesão é apenas consequência e jamais a causa.... será que é mesmo possível?
Segue um texto da Danuza Leão... "Amor e Felicidade"
Ela sempre foi uma mulher daquelas: bonita, alegre, divertida, sem cuja presença a festa nunca era tão animada. Sempre teve os homens que quis (e alguns que nem quis tanto assim), mas eis que um dia se apaixonou pra valer. Se apaixonou e mudou. Começou a se vestir diferente: roupas menos ousadas, pernas mais cobertas, decotes mais pudicos, palavras mais escolhidas. As três vodcas com gelo que contribuíam para fazer dela aquela pessoa tão engraçada e tão solta foram trocadas por um cálice de vinho do porto -um só. Passou a conviver mais com outro tipo de mulheres, aquelas que tinham um homem fixo -que fosse namorado, caso ou marido-, e nunca mais disse nada que provocasse uma gargalhada no grupo. Nem ela mesma gargalhava mais como antes; não contente, ficou ciumenta. Ciumenta, controladora e, consequentemente, chata.
Aquele homem sedutor, que adorava quando ela se punha toda linda para irem dançar, se transformou. No lugar de saírem com os amigos divertidos e engraçados, passaram a conviver com o irmão dele e a cunhada, que não tinham nada a ver. E começou de novo o filme do ciúme e do controle, só que ao contrário. Ela adorava se apaixonar, mas nunca dava certo; quando gostava muito -e ela não era de gostar pouco-, se angustiava, nas noites em que não se viam fazia fantasias, achava que o namorado do momento estava com outra e não ia aparecer nunca mais. Mas desta vez o ciumento e controlador era ele; as coisas foram ficando difíceis e ela foi embora pensando que gostar era uma coisa, ser feliz, outra. E passou a fugir do amor. Escrito por L.C.
às 10h47 |
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“A diferença entre os homens e os meninos é apenas o preço dos brinquedos”... foi com essa frase na cabeça que comecei a escrever esse post... tem a ver com o momento presente... com o novo brinquedo que meu amigo mais querido acabou de comprar... mas cabeça foi mais longe... A gente cresce e continua criança. "Em todo homem há uma criança que deseja brincar..." ... Nietzsche disse isso há muito tempo... e não deixava de ter razão...todos temos o nosso saco de brinquedos... guardado no fundo de algum quarto vazio... em qualquer lugar escondido da nossa alma... e quando finalmente resolvemos falar, é quando despejamos o saco... todinho... fazendo aquela bagunça... É provável que o nosso saco de brinquedos tenha uma importância fundamental quando o amor está em jogo.... e só então percebemos que a paixão acontece quando, finalmente, nos assumimos fascinados por uma imagem qualquer... pode ser um olhar... um sorriso... um jeito de falar... de mexer no cabelo... e então imaginamos que dentro daquele corpo estão guardados os brinquedos com que gostaríamos de brincar.... é na imagem da pessoa amada que imaginamos os brinquedos que julgamos guardados dentro dela... No entanto, não demora para percebermos que a imagem apenas logo fica monótona... já que ninguém consegue ficar o tempo todo contemplando a pessoa amada... por mais bonita e desejável que possa parecer... sacamos, de pronto, que o que alimenta a nossa paixão não é apenas imagem... mas os brinquedos que ela guarda... Mas chega um momento qualquer em que nos cansamos de apenas dar as mãos... nos cansamos de olhar... é possível que até nos cansemos de beijar...e aí só nos resta propor: "Vamos brincar?" nessa hora o legal é abrirmos o saco... é chegada a boa e velha hora da verdade... quando então, com os brinquedos todos espalhados pelo chão... descobrimos que não eram os brinquedos que imaginávamos... a memória nos traiu... e o saco nem era tão lindo assim lindo! sentimo-nos enganados... Nesse momento... finalmente percebemos que a maturidade chegou... que uma relação amorosa para ser duradoura... tem de ser uma relação de brincar.... e que ela durará apenas enquanto soubermos entrar na brincadeira.... É talvez seja mesmo assim... agora é brincar de viver... brincar de amar... Ah... o brinquedo do meu amigo querido? é esse da foto... não é o máximo? Escrito por L.C.
às 20h54 |
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