Mulher, mais de 40, mãe de dois adolescentes, em constante conflito e mutação... uma fazedora de sonhos... uma colecionadora de memórias... Frase que me define hoje: "Justamente quando a lagarta pensou que tudo houvesse terminado... ela virou uma borboleta"


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Baixo Astral... Posso?

Dia complicado... problemas que surgem em pencas... sem que possamos controlar... e aí pinta aquele medo de parecer uma “mala”... um poço de problemas e aí, quem aguenta?...certamente nem o melhor dos amigos...

 

A sensação de “precisar” tem me incomodado... aliás... o verbo “precisar” não é a palavra que mais gosto em nosso idioma... porque preciso do meu emprego, me submeto à toda sorte de humilhações, ainda por cima recebendo um salário ridículo?... preciso dos meus amigos, por conta disso escuto calada todo tipo de bobagem, inclusive aquela que machucam de doer?... preciso dos meus filhos perto de mim, e aí aturo uma gata chata, que é apenas um capricho de criança?... e assim sigo, precisando... precisando de tanta coisa... algumas que eu nem ouso escrever aqui...  e assim sinto-me cada dia mais sufocada... e sozinha... carente até a medula... e sem saber onde está a tal saída... porque acredito piamente que em algum lugar deve ter uma... e preciso acreditar nisso, para conseguir sobreviver com um mínimo de sanidade... e mais, ainda segurando a onda e sorrindo... porque de mal humor a situação corre o risco de parecer pior...

 

Navego num turbilhão emocional... imagens e sons onde só encontro a solidão... e acabo por pescar apenas corações naufragados... perdidos na rede da desilusão... ao mesmo tempo em que acabo por projetar minha energia em alguém que está aqui... lá... perto demais... longe demais... à vista... à mão... em lugar algum... ou não... e assim vou vivendo de esperanças... dissabores... saudades... felicidades... mágoas... e dores... em forma de risos e flores... atravéz  da tela posso dizer o que quero...  nem sempre o que eu gostaria de dizer... me censuro... assumo!... mas nunca confessarei que te quero perto... te quero agora... as palavras que escrevo fazem calar o que só gestos podem dizer... algumas coisas só podem ser ditas com o olhar...

 

Baixo-astral? ... talvez... posso?

 

 

OBS.: Você tem uma capacidade única de transformar minha melancolia... acho que vem daí toda a história do "eu te amo"...  depois que falei com você, consegui rir desse texto, que escrevi chorando...

Thanks sweetheart!



Escrito por L.C. às 19h50
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Blá Blá Blá....

Uma vez me disseram que eu não falava de mim.... achei graça... e, obviamente discordei... a minha vida é um livro aberto...costumo dizer  sempre o que penso... jamais fujo de uma boa conversa... muito menos de uma boa discussão...  adoro os jogos de palavras... aquele jogo do conhecimento em que cada um vai dando um passo para descobrir o outro e vice-versa... além disso, conto as minhas coisas.... muitas delas... ou todas... e acho pouco provável que alguém que esteja por perto não saiba que estou feliz... e a razão exata da minha felicidade... ou perceba que estou triste... e porque estou... é difícil eu disfarçar  quando não gosto de alguém.... na verdade, acho que nem tento disfarçar mesmo...  procuro ser extrovertida... vivo às turras com uma timidez congênita... que, em muitas situações me deixa totalmente infantil e insegura...

 

Porém já me disseram que em muitas situações eu fujo... me escondo.... que jogo sempre à defesa... que perante algum elogio, reajo mal... confesso que esta semana fiquei pensando nessas coisas... tem algo de verdade nisso tudo...  eu que me exponho tanto nas minhas amizades...  que brigo pelos meus amigos... pelas minhas batalhas pessoais e pelas deles... eu que não tenho medo das conseqüências do que digo...  jogo, muitas vezes, na defensiva quando se trata de relações amorosas...


Detesto depender... isso me incomoda... procuro me expor o menos possível... mas nem sempre é possível... eu, simplesmente, não gosto de precisar de alguém...  claro que adoro estar rodeada de pessoas... mas não gosto de “precisar” daquele jeito que sufoca... que se a pessoa não estiver por perto falta-me o ar... também não curto muito receber elogios... quase sempre respondo desconversando... não gosto das expectativas... e nem sempre gosto de dar o primeiro passo... embora às vezes seja absolutamente necessário... mas costumam ser fugazes... nunca colocaria a faca no pescoço de ninguém...


Mas faz isto sentido?... ainda estou pensando a respeito... a psicologia de botequim talvez dissesse que tenho medo de me magoar... claro que tenho... obviamente que sim... mas todo mundo tem... mas isso nunca  impediu que eu me magoasse...  perdi a conta dos tombos... e nunca aprendi... nunca achei que pudesse fazer algum sentido não dizermos ao outro que é dele que gostamos... ou que é coerente perder alguém que gostamos porque não se lutou... assim como não faz o menor sentido querer falar com alguém e não ligar…   e que sentido faz  colocar o amor próprio e o orgulho acima de tudo o resto?... e fugir de tudo o que parece sério... quando tudo indica  que não é isso que mais queremos?... e arranjar milhões de obstáculos para o que não tem obstáculo algum pela frente?

 

O pior é que tenho todas as respostas... o que torna esse papo ainda mais absurdo... pois é... eu sei... e não faz o menos sentido...

 

Mas essa sou eu... tem dias que não faço o menor sentido...

 



Escrito por L.C. às 14h21
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Felicidade Realista

 

Há dias não consigo escrever sequer uma linha... sei lá... talvez seja apenas um momento onde a criatividade esteja em baixa, sem razão específica... e já que as palavras não vem... coloco nesse blog um pouco da sabedoria de Mario Quintana... esse sabe falar ao coração... 
 
 
A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
 
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.
 
E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando.Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
 
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
 
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno.
 
Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.
 
Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.
 


Escrito por L.C. às 08h49
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