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Ainda há pouco... enquanto tomava meu café... fiquei pensando se escolhemos ou não as famílias quando nascemos... sim ou não?... no meu caso, o não é mais fácil de aceitar, prefiro acreditar que alguém escolheu por mim... senão onde é que eu estava com a cabeça quando fiz a escolha!?!? Tenho uma família engraçada, meio maluca... mas de uma maneira muito especial e muito difícil de se compreender aos olhos de quem vê de fora, muito unida e que se ama demais... é do tipo que quando está junta “se cercar, vira hospício... se cobrir, vira circo”.... Ontem estávamos todos reunidos... com exceção da minha mãe e de uma irmã que moram fora do país... estávamos todos ali em volta de uma mesa de restaurante... por alguns instantes fiquei apenas observando... cada um com seu jeito... meu pai, que põe “panos quentes” e nem deixa que uma discussão tome corpo... a irmã estressada porque tem outro compromisso... outra irmã que sabe tudo sobre o mercado financeiro e resolve dar uma aula sobre transferências de dinheiro via cabo... o cunhado moleque... o cunhado sério... a madrasta tentando entender... o primo que se atrasa por mais de duas horas... e, em meio a tudo isso, oito crianças que se comportam melhor que todos os adultos juntos...rs... já que nível dos decibéis que a minha família junta alcança bate com facilidade um jato se preparando para decolar... é absolutamente ensurdecedor....rs... infinitas discussões... muitas risadas... muitos papos simultâneos... e no fundo, uma alegria em estar junto... uma mistura de “Família Trapo” com “Família Adams” e ”A Grande Família”... e o resultado nessa mistura maluca é uma família, com certeza, muito feliz... apesar de muitas vezes parecer que não... Pensando bem... com certeza eu escolhi nascer nessa família sim!!!! Escrito por L.C.
às 08h34 |
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Acho que sim, acho que vou reconhecer você quando cruzar a minha estrada...
Acho que até sei que vai ser um sábado meio cinza... estarei correndo.... atrapalhada... atrasada... e você vai estar ali... tranqüilo... provavelmente tomando uma caipiroska de maracujá com morango... acho que eu ficarei com vontade daquele morango que está meio que por cima... mas ainda estarei tímida demais... acharei melhor não arriscar... e pedirei apenas um café... Eu vou chegar com jeito de quem te conhece desde sempre... vou sentar... talvez eu até diga que jamais te reconheceria... numa tentativa de começar um assunto qualquer... minhas mãos estarão trêmulas... minha bolsa, entreaberta, do meu lado direito, com meus cacarecos, meus óculos, o cigarro, o isqueiro, e um pequeno bloco de anotações... provavelmente cairá no chão e eu vou rir disso e você não vai entender... mas é provável que ache alguma graça da minha falta de jeito... E quando eu te olhar eu vou ver teus olhos atrás das lentes escuras dos óculos... mas vou resistir bravamente à minha imensa vontade de pedir que você os tire... para que eu possa ver o tom de verde sem barreiras... e tua boca, que não vai parar de falar, vai me contar histórias de vida.... do passado... do sonhos... e isso vai me encantar... e vou viver cada uma das suas histórias como quem vê um filme... cada cenário... cada personagem... e até a trilha sonora eu vou ser capaz de ouvir... e quando você passar a mão nos cabelos vou querer tocá-los também... parecerão tão macios.... mas vou controlar meu ímpeto... Mas, será na primeira risada que der que terei certeza que o reconheci e vou sentir felicidade... talvez tentarei disfarçar as batidas do coração... quem sabe até eu pense em sugerir um brinde... para comemorar do jeito certo esse encontro.... em meu coração começará a chover e estourarão fogos de artifício como na virada do ano... e para mim esse encontro será como um inesquecível reveillon.... como um final de uma coisa que também é o começo e a comemoração... E nada disso será novidade.... será como algo do qual já sei o gosto e o nome e o cheiro... E pensar que tudo isso já aconteceu... Escrito por L.C.
às 11h06 |
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Tenho 41 anos e não me lembro de um ano sequer desde os meus 16 que eu tenha ficado sem comprar ou ganhar um presente no Dia dos Namorados.... esse ano será minha estréia... tudo bem... vamos concordar que a data é comercial... que todo dia deveria ser dia dos namorados... mas, ainda assim, me pergunto... quem é que hoje, olhando bem fundo da alma, não gostaria de receber um lindo bouquet de flores... de saber que mesmo sendo um dia comercial ele não passou em branco... de saber que “aquela pessoa” lembrou-se de nós?... até porque é assim que funciona... mas aí me dou conta que essa data é chata por demais... diferente daquelas em que somos obrigados a estar felizes por decreto.... dessa vez nos vemos obrigados a ter alguém para chamar de namorado.... para comprar um presente... para nos levar jantar a luz de velas... tudo bem... quem tem essa pessoa, que faça bom proveito e seja imensamente feliz.... mas, e quem não tem? quem não tem não está condenada a passar o dia 12 de junho no limbo dos “sem namorados”... uma hora acontece!... é só saber esperar a hora certa... ou faça como eu... hoje eu decidi comemorar o "O dia do amigo mais querido, especial e amado do mundo".... e garanto, pode ser muito mais especial que um namorado....rs Segue um texto que gosto muito... acho que, no fundo, no fundo... é isso que todos queremos... sentir-nos amados... com ou sem namorado...
O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama. Escrito por L.C.
às 09h03 |
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Madrugada de sábado ... foi uma noite agradável... velhos e bons amigos desde sempre... um papo divertido... lembranças de um tempo que não volta... chego em casa ainda sob efeito de duas ou três doses... e as palavras brotam... não das pontas dos dedos... que teclam sem sentido... mas da alma... essa louca que me domina sem que eu a controle um segundo sequer... e nem adianta me utilizar do texto do Zeca Baleiro... “calma alma minha... calminha... você tem muito que aprender”... porque ela não se acalma... e aí nasce o texto... um poema talvez... ou a expressão dos meus sentimentos... uma fotografia do momento que vivo: Leio em teu texto as entrelinhas... tuas coisas perdidas... aquilo que foi você... quando eu não existia... eu não fazia parte da tua história... uma dor da tua vida que não doeu junto comigo... uma tristeza de um tempo que passou... entre você e eu... sem mãos dadas... flashes que pipocaram em algum lugar perdido.... e que, muito provavelmente não mais pipocarão... um vento que não sei de que maneira mexeu em teus cabelos.... uma felicidade que por alguns momentos foi tua sem que tivesse sido também minha... e as lágrimas que você derramou sem que as minhas te fizessem companhia... leio teus textos... um retrato onde consigo te revelar em cores... ilusões perdidas... resquícios do tempo... indícios de dor e saudade... pegadas na sua estrada... e lamento... por não ter estado desde sempre...desde antes... de não ter visto...vivido... compartilhado... não ter te feito sorrir... e quase esqueço que precisávamos perder tantas coisas... minhas e tuas... para encontrarmos as nossas....
Escrito por L.C.
às 01h22 |