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Sempre gostei dos homens mais velhos... desde menina já me atraia aquele tom de prateado que começa a tomar conta dos cabelos deles... nunca me atraíram os gatinhos sarados... e ocos!... gosto de conteúdo... e isso, salvo raras exceções, só encontrava nos mais velhos... é verdade que os garotos até tentam... uns chegam a acreditar piamente que já dominam todas as técnicas de sedução... julgam-se “experts” na arte de amar uma mulher... balela!... por isso elegi como preferência os mais vividos... são os que realmente mexem comigo... sempre acreditei que os mais velhos aprenderam com alguma dificuldade... com a prática... erros e acertos... a seduzir uma mulher... e mais que isso, sabem o quanto isso é fundamental... sem a sedução, a vida fica insossa...e absolutamente sem graça.... Nunca me liguei em bíceps, tríceps, peitoral...nem em fôlego de atleta... e detesto essa moda do metrossexualismo.... tudo tem limites... gosto de homem cheiroso, arrumado, de bom gosto... mas daí a fazerem luzes no cabelo e passar horas se besuntando de creme já é um exagero que dispenso... Troco tranqüilamente um corpinho sarado e curtido no sol da praia pela cumplicidade que eles adquirem após os 50... que é quando eles finalmente se permitem entender a alma de uma mulher... quando já não tem mais tempo a perder com as pequenas bobagens cotidianas... Esses homens, quando resolvem estabelecer uma relação de verdade com uma mulher, o fazem apenas pela vontade de estar junto... por ter afinidades... por gostarem de coisas parecidas... sonhos e gostos em comum... (não muito, que é para não enjoar)...mas não vivem essa história por conta de um corpinho bem feito... ou uma bunda durinha... ou por ser aquela loira memorável que todos os amigos invejariam.... eles já dispensaram as superficialidades tão comuns aos 20 anos... já sacaram que mulher não é troféu... mas é antes de tudo parceira .... isso sem contar que, com a experiência dos anos, eles sabem ser totalmente impecáveis nos elogios... nem de mais e nem de menos... fazem com que nos sintamos o máximo... mas na dose certa... sabem usar a palavra perfeita... o olhar sedutor... o sorriso doce e sacana... e tem a justa consciência de que todo o resto é supérfluo... já que não precisam mais provar nada a ninguém... E aí... quem resiste? Eu não!!!! Escrito por L.C.
às 15h32 |
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Meus
Meus filhos são absurdamente lindos!!!... e como eu os amo... eles são o que mais importante eu fiz na minha vida... minha obra mais perfeita... mesmo que, muitas vezes, eles não tenham a menor idéia disso...ou que eu nem saiba como demonstrar... Mas eu gosto de ser mãe... costumo dizer que sou uma mãe atípica... uma mãe desencanada... e nem por isso menos presente ou menos amorosa... apenas sou diferente das demais mães que eles tem encontrado por aí... sou uma mãe que foge aos estereótipos padronizados.... até porque não existe uma receita... a gente aprende “na raça” ... mesmo que isso signifique, muitas vezes, errar querendo acertar... porque no fundo só queremos sempre que tudo dê sempre certo... Agora estou entrando em uma nova fase na minha vida de mãe... “mãe de adolescente”... e posso afirmar que é menos fácil do que parecia no início... a gente passa anos criando os filhos...achamos que os conhecemos super bem... que serão isso e aquilo... e fazemos vários planos...projetos... mesmo sabendo que a vida pertence somente a eles... e bummm!!! eles crescem... tem vontade própria... desejos... anseios que não correspondem a nada daquilo que sempre sonhamos, planejamos.... e pronto! está estabelecido o famoso e velho conhecido “conflito de gerações” ....e eu que sempre me achei super moderna e que iria ser uma mãe bacana...que deixaria o filho fazer tudo... e aí aquela velha frase..."confio na educação que dei" vira pó instantaneamente... Muitas vezes me vejo em situações engraçadas... e inusitadas... como na vez em que minha filha me ligou no segundo seguinte ao seu primeiro beijo... ou quando meu filho resolve confiar algum “segredo de estado” somente a mim (e normalmente nesse segredo está incluída alguma gatinha) ... é impossível não sentir uma certa dor ao constatar que não são mais os meus bebês... que cresceram... e que estão prestes a bater as suas asas por aí... Meus filhos são independentes... sempre foram... tem ambos personalidades fortes... sabem o que querem e lutam por isso ferrenhamente... mas, também são adolescentes normais... com todas as encanações, “grilos”, e hábitos pertinentes à essa fase tão cheia de revoluções hormonais... é a filha que, mesmo sendo linda, se considera um tribufú... é o filho, simpático e querido por todos, vez por outra com o medo da rejeição do grupo... é a TPM da mocinha... ou a vagabundagem do cara.... são as paixonites de ambos... os amigos... os infinitos telefonemas... os papos na internet... Eu confesso que muitas vezes chamo para conversar... tento ser uma pessoa madura e moderna... mas, não é raro que eu sinta que por dentro sou igual a minha mãe... que também tentava bancar a descolada e não passava de uma super careta e carente... acho que deveria existir um manual de instruções... algo que nos mostrasse como ligar cada um dos comandos... filho é uma coisa complicada!!!
Ser mãe talvez seja aprender a descomplicar.... Escrito por L.C.
às 13h59 |
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Estou absolutamente rendida aos encantos do mundo virtual... é impressionante como essa rede... com suas infindáveis teias nos presenteia constantemente... seja através de descobertas... na solução de um problema qualquer... até numa simples pesquisa de preços... essa ferramenta já é, ao menos para mim, insubstituível... Mas o meu encanto pela net vem por outro meio... nas relações interpessoais... é impressionante como passamos a nos conectar com pessoas que, por outros meios, jamais encontraríamos.... acho totalmente fascinante a possibilidade de poder conhecer pessoas através do que vai por trás das aparências... provavelmente por estar atrás de uma tela fica mais fácil revelar a alma... Minhas experiências nessa área foram, na sua grande maioria, maravilhosas... só para dizer o mínimo... conheci pessoas diferentes... mais velhas... mais novas... mais ou menos cultas... de países diferentes... e sempre troquei experiência enriquecedoras... e já brinquei também... inventei “personas”... personagens... nick names dos mais loucos e diversos... vivi a fantasia de ser quem eu não era... e isso fazia parte do jogo... a algumas poucas eu me revelei plenamente... outras ficaram com a ilusão da personagem... mas no fundo o que valeu mesmo foram os grandes amigos que fiz nesse mundinho virtual... Que o cosmo abençoe essa rede maluca... esse grande botequim virtual... e que me permita sempre a possibilidade desses encontros deliciosos! Obs.: Esse post de hoje é dedicado a uma nova amiga... uma canceriana incrível... que escreve alguns dos textos mais sensíveis que já tive oportunidade de ler... Má, adorei o papo de hoje... que seja o início de uma amizade rica e especial...e vamos marcar aquela caipirinha pra ontem! Escrito por L.C.
às 22h23 |
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O sol ainda não tinha nascido quando o despertador tocou... num gesto automático ela trocou aquela campainha por música... e deixou-se ficar preguiçosa mais alguns minutos.... ficou ali na cama... com os olhos fechados... sorrindo... sentia a presença dele tão forte dentro dela... no entanto, era provável que ele estava dormindo profundamente... do outro lado da cidade... por instantes desejou poder estar aninhada naquele calor do seu corpo... bobagem! pensou depois... como que tentando voltar à realidade... Há poucas horas ela havia desligado o telefone... não entendeu nada quando seus olhos se encheram de lágrimas... ao mesmo tempo em que se surpreendia rindo sozinha... era uma sensação absurdamente deliciosa... sentia os pés saírem do chão... e a alma alcançar dimensões jamais imaginadas... seria isso mesmo o que as pessoas chamam de felicidade?... era estranho... mesmo estando em meio a tantos problemas cotidianos... Percebeu que o mais gostoso era a troca de energias... sentia-se importante a cada vez que ele lhe contava alguma nova conquista... uma vitória qualquer... ou quando ele demonstrava alguma preocupação com ela.... começava a sentir realmente que havia dentro dele um lugar muito especial... e que só pertencia a ela... e a cada dia essa sensação tornava-se mais clara... mas não queria sentir isso... não queria acreditar em incertezas... por instantes voltou a sentir medo... e se estivesse mesmo confundindo as coisas?
Não quis mais pensar... levantou-se e foi à luta... o dia estava apenas começando... Escrito por L.C.
às 08h50 |
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Minha vida mudou demais aos longo dos anos... educada para ser, como dizia minha avó, “uma princesa”... de repente me vi obrigada a enfrentar muitos percalços ao longo da minha jornada... problemas que jamais ousei imaginar que teria que encarar de frente... e então a grata surpresa... descobri que dentro daquela aparente fragilidade, dos modos fúteis, existia em mim uma fortaleza totalmente desconhecida... me descobri uma guerreira... dona de mim... e pronta para enfrentar qualquer guerra... fosse pelo que fosse... com isso cresci... o amadurecimento foi inevitável... e com isso fui obrigada a aprender que eu só poderia depender de mim mesma... a ser uma pessoa inteira... e totalmente verdadeira... Dentre as lembranças mais doloridas, muito provavelmente, estão as minhas relações com os homens que conheci... das relações meramente familiares... e nem por isso menos importantes... até os amores... e esses foram de todos os tipos... uma vez que sempre fui intensa... nunca tive freio ou medi conseqüências... o importante sempre foi viver até o fim cada uma dessas histórias... Eis que hoje... lendo um livro... me deparo com um trecho que, de certa forma, mexeu demais comigo... talvez porque consiga refletir, na exatidão, o meu momento presente: “Naquela noite, acho que sonhei com cada homem que já conhecera. Foi quase como se eu estivesse purificando o que se passara naqueles relacionamentos. Eu os tinha encerrado e estava pronta para encontrar alguma outra maneira de operar com minha sexualidade. Os sonhos não eram muito claros, como montagens da bagagem que tanto eu quanto os homens da minha vida tínhamos trazido às diversas uniões. Eu podia sentir que, em todos os casos vividos, nenhum de nós estivera por inteiro. Cada um desejava que o outro preenchesse um vazio em si mesmo, em vez de celebrar a complenitude que tínhamos em nosso íntimo – uma tentativa de encontrar a metade perdida de quem realmente éramos.” Provavelmente isso seja certo... afinal quem é que nunca andou por aí em busca da sua “alma gêmea”... a “outra metade da laranja”... o nosso complemento... será que o erro nos relacionamentos não foi justamente a atração pelo contrário... não foi justamente ceder à velha lenda de que os opostos se atraem?... A conclusão é essa... não quero um complemento... ao contrário... quero viver uma história nova... onde eu possa me sentir inteira...com alguém que consiga o mesmo... sentir-se inteiro... uma relação sem culpas... porque se acabar, não correrei jamais o risco de viver a horrível sensação de sentir-me apenas uma metade vagando por aí... Obs.: o livro que estou lendo é “ O Caminho – Uma Jornada do Espírito” de Shirley MacLaine
Escrito por L.C.
às 20h09 |
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A noite tinha sido deliciosa... uma magia qualquer fez com que os planos iniciais dele mudassem... e ele se permitiu ficar... e ela, esfuziante, ainda incrédula, não fez questão alguma de disfarçar o quanto aquilo a deixava feliz... Tudo tranqüilo... tudo natural... estavam à vontade na presença um do outro... uma sintonia gostosa... pensou em sinergia... em conjunção estelar... nas coisas inexplicáveis que propiciam esses encontros aparentemente improváveis... certamente isso tinha a ver... tivessem se conhecido por vias ditas “normais” e, muito provavelmente, a noite seria diferente... Esses pensamentos passavam pela cabeça dela no escuro do quarto... enquanto estava aninhada no corpo dele... talvez tentando descobrir a quem agradecer por tanta felicidade... era quase inacreditável sentir aquele calor ali tão perto.. como tantas vezes ela sonhou... como desejou em muitas das suas noites vazias... e agora ele estava ali... a seu lado... ela podia passar as mãos pelos cabelos dele.... e como ela gostava disso! De repente o sonho estava materializado... ou quase isso.... adormeceu.... Acordou de manhã e deu-se conta de que aquilo não era sonho... ele dormia tranqüilo a seu lado... não segurou uma lágrima... ela era emoção em estado bruto... e ficou apenas observando... velando aquele sono... desejando que o tempo parasse... só para que pudesse perpetuar aquela felicidade absoluta... para que o calor do corpo dele ficasse para sempre no dela... Lembrou-se de Djavan... “ O que há dentro do meu coração... que eu tenho guardado pra te dar... e, todas as horas que o tempo tem pra me conceder, são suas até morrer... te adoro em tudo, tudo, tudo... quero mais que tudo, tudo, tudo... te amar sem limites... viver uma grande história...aqui ou em qualquer lugar... que pode ser feio ou bonito... se nós estivermos juntos... haverá um céu azul...” E o dia amanheceu com um lindo sol.... Escrito por L.C.
às 11h50 |