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Ela havia decido se permitir um “day off”... curtir a cama quentinha ... levantar-se só quando a vontade batesse... e ali ficar... apenas pensando... sonhando...lembrando... com o coração tranqüilo... feliz... em paz... Levantou-se finalmente.... entregou-se a um banho quente... almoçou... e foi encarar a rua... caminhar... Andou sozinha... envolta em pensamentos que lhe deixavam ainda mais contente... a cabeça estava repleta de lembranças da noite passada... e cada palavra, cada uma das cenas lhe voltavam em flash-back... deixando-a com aquele riso solto no rosto... aquele que só possui quem está rendida aos encantos de um amor tranqüilo... Não. Definitivamente foi essa a sua decisão. Nada de namoro. Nada de rótulos. Nada de nada.... apenas deixava o barco correr... assim solto naquele mar sem ondas... sem tempestades... apenas um vento a soprar vez por outra... o suficiente para fazer com que pudesse sentir-se viva... e estava mais viva que nunca... Concluiu que rotular o que vivia seria o mesmo que aprisionar essa relação tão rica... resumir todo esse encanto a um simples rótulo... até porque eram muito mais que namorados... eram amigos... parceiros... cúmplices... amantes... e estavam definitivamente um na vida do outro... e isso sim já era irreversível... Sentiu-se feliz ao pensar nisso... sentiu-se segura... protegida por um sentimento que voltava a experimentar, mesmo que de uma maneira inédita... e esse sim tem nome, sobrenome, endereço certo... costuma responder pela alcunha de AMOR... Escrito por L.C.
às 17h38 |
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Já tive namoros rápidos... relações furtivas... namoros longos... relações “clandestinas”... paixões avassaladoras... relações apenas mornas... já casei... já descasei mais de uma vez... já amei intensamente... já vivi amores platônicos... amores impossíveis... amores apenas previsíveis... relações desgastantes... histórias desgastadas... histórias felizes... relações doentes... relações doentias... namoros estressantes... namoros estressados... relações intensas... Já vivi quase tudo... Mas nunca havia me acontecido uma história madura... Uma história onde o único compromisso existente é a verdade... tão verdade que, em alguns momentos, pode até machucar... mas que, certamente, não dá espaço para aqueles costumeiros “fantasmas” que assombram as relações cotidianas... uma história onde nada é superficial... Pela primeira vez percebo que tudo que eu sempre acreditei como ideal numa relação é perfeitamente possível... amizade, companheirismo, cumplicidade, confiança... isso sem falar em sensações mais comuns como tesão... É tão bacana conseguir isso... dividir os problemas... as alegrias... as pequenas conquistas... os momentos de “deprê”... as grandes vitórias... é bacana cuidar e sentir-me cuidada... A sensação de sentir-se importante para que me é importante é deliciosa... Onde isso vai chegar? Não sei... e nem sei se quero saber... mas o caminho trilhado está sendo de total felicidade... Escrito por L.C.
às 12h43 |
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Era cedo ainda... sequer havia clareado... percebeu que não havia dormido muito mais do que três horas... mas seu coração ainda estava aos pulos... e sua primeira expressão ao abrir os olhos foi um sorriso... No rádio-relógio... como que se tivera sido encomendado... Marisa Monte cantava... “Deixa eu dizer que te amo... deixa eu gostar de você... isso me acalma... me acolhe a alma... isso me ajuda a viver (...)”... desejou, por segundos, ter escrito aqueles versos... As lembranças do dia anterior surgiam como num filme... há tanto tempo não sentia-se assim... quanto tempo fazia que a felicidade não tomava conta dela dessa maneira?... isso já nem mais importava... era um tempo que havia passado... um tempo de dor que há muito tinha se despedido dela... Percebeu que uma doce realidade se descortinava... que se não era uma certeza absoluta... era uma possibilidade forte o suficiente para arrancar-lhe sorrisos àquela hora do dia... deu-se conta de que voltava a fazer planos... E finalmente entendeu que a felicidade é como uma borboleta... uma hora, sem qualquer aviso, ela vem... e pousa no nosso ombro... No rádio... à essa altura... a música já estava no fim... mas ela se deixou levar pelas palavras de Eça de Queiróz... afinal, aquele novo dia estava apenas começando... mais um dia pleno de felicidade... " Tinha suspirado Tinha beijado o papel devotamente. Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades. E o seu orgulho dilatado em seu calor amoroso que saía delas. Como um corpo ressequido que se estira num banho tépido Sentia um acréscimo do estímulo por si mesma E parecia-lhe que entrava enfim uma existência superiormente interessante. Onde cada hora tinha o seu intuito diferente. Cada passo conduzia um êxtase. E a alma se cobria de um luxo radioso de sensações." Escrito por L.C.
às 08h15 |
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Empatia - de em + Gr. páthos, estado de alma, s. f.,capacidade psicológica para se identificar com o eu de outro, conseguindo sentir o mesmo que este nas situações e circunstâncias por esse outro vivenciadas. Está no dicionário...
Adoro interagir com pessoas novas... fazer amigos... e conhecer o que vai por trás das aparências...mas, de um tempo para cá, eu comecei a reparar como a empatia é uma coisa curiosa... Empatia não é sinônimo de simpatia... Empatia é quando, de imediato, ao conhecer alguém, você tem uma reação àquela pessoa, boa ou má... você pode simpatizar ou antipatizar com alguém no momento em que conhece... ou pode não ter empatia nenhuma, a pessoa ser indiferente e você sequer fazer questão de conversar com ela...
Mas a falta de empatia também não descarta nada... é apenas uma questão de dar tempo ao tempo... até porque uma certa timidez... algum medo ou receio inicial faz com que essas pessoas não se mostrem... e passem uma falsa imagem de arrogância... No final das contas fico me perguntando: O que será que causa a empatia? Hormônios? Química? Semelhança com pai/mãe/irmão?... um mistério qualquer que não tem explicação lógica... deve ser um prato cheio para a psicologia... mas que existe essa relação imediata... que pode vir a se confirmar ou não...existe!
Que bom! Escrito por L.C.
às 22h24 |
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Detesto o frio... quer dizer... nem detesto tanto assim... basicamente nos dias de semana, onde levantar-me às 5:45 não é melhor coisa do mundo... Acordar no frio... lavar o rosto em água fria... sentir-me como Greta Garbo em “Rainha Cristina”, na cena em que ela abre a janela e “lava” o rosto com um punhado de neve... detesto isso... alem do mais... fico sempre com as mãos e os pés congelados... é um sofrimento... até me esquentar... Mas o inverno tem seu charme... Em qual época do ano podemos comer fondue... sopa de cebola gratinada... tomar uma taça de um bom bordeux... deixar de lado aquelas roupinhas básicas do verão e caprichar na produção... sim porque o inverno nos deixa muito mais elegantes... exige um apuro maior... Mas a melhor coisa mesmo que o inverno propicia é namorar... tudo bem, eu sei que namorar é sempre bom... está certo... mas no inverno fica ainda melhor... os corpos precisam ficar mais perto... e há sempre a boa desculpa de esquentar as mãos... definitivamente o inverno é mais romântico...exige mais "calor humano"...rs Enfim... coisas boas... outras nem tanto... mas ainda não consegui descobrir porque é que a cama de manhã é sempre mais gostosa do que à noite.... Escrito por L.C.
às 08h27 |
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Está frio essa noite... passei o dia na cama... por pura preguiça... e uma ponta daquela deprê básica que costuma me assolar de quando em vez... Ontem ouvi de uma amigo querido que ele perdeu a capacidade de se envolver num novo relacionamento... e isso acabou por ocupar boa parte dos meus pensamentos... o que será que leva as pessoas a não se deixarem envolver umas com as outras?.... Algumas têm dificuldade de se envolver... se deixar levar... outras vezes, porém, não é dificuldade, não é esse o caso.. elas simplesmente se fecham, desconfiam umas das outras e se pré-julgam antes mesmo de dar oi... ou, pior, têm medo do que está por vir... até porque, se envolver não é tarefa fácil... às vezes um amor mal resolvido ou um relacionamento que deixou um restro de dor... ou um relacionamento tão feliz e intenso que imaginamos que jamais se repetirá em sentimento e intensidadee ... são marcas indeléveis que ficam e nós e que talvéz expliquem esse medo se se jogar novamente numa história...e não tiro o corpo fora, também faço isso às vezes... todo mundo já fez... e pelas mais diversas razões... Imagine se todo mundo deixasse se envolver e deixasse fluir o que deveria fluir... talvez as relações se tornassem frágeis e previsíveis... porque a graça da coisa está, de certa forma, aí... numa certa dificuldade... no jogo da conquista... da sedução... e, por mais que um milhão e meio de sentimentos estejam envolvidos nesse processo, e sim, por mais que eu venha a sofrer bastante, essa é a graça... o que não impede que, às vezes, eu me entristeça ao ver que as coisas não funcionam como eu gostaria... Resultado, um dia chorando sozinha... os olhos inchados... e, da mesma maneira que fiquei mal... me surpreendo rindo novamente... com a mesma pessoa... e pelas mesmas razões... Definitivamente... sentimentos não foram feitos para serem entendidos... apenas para serem sentidos... talvez por isso tenham esse nome...
Escrito por L.C.
às 10h11 |
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Sei que sou essencialmente impulsiva... primeiro falo... depois penso... e,não raro, quebro a cara! Por mais que eu tente me conter... controlar os impulsos... afinal com a experiência isso é quase uma obrigação... ainda assim eu continuo sendo absolutamente verdadeira... e não saberia ser de outro jeito... Minha vida mudou radicalmente... e, como reflexo dessas mudanças, pouco sobrou do que eu fui há alguns anos atrás... com certeza hoje sou uma pessoa muito melhor... menos inconseqüente, menos irreverente e muito mais verdadeira... Mas isso tem um preço... não se diz o que se sente assim impunemente... toda ação gera uma reação... e nem sempre é a reação esperada... e isso posto em vários aspectos e momentos... seja no trabalho, nas relações familiares, com os amigos... com quem quer que seja... é imperativo que racionalizemos mais antes de dizer o que pensamos... até porque nem todas as pessoas estão preparadas para ouvir todas as verdades... é preciso uma certa dose de diplomacia para não magoar... para não pressionar... para não assustar demasiado... Durante anos ouvi que eu era uma “mulher que assusta”... provavelmente porque nunca me coloquei de braços cruzados esperando “acontecer”... eu sempre procurei “fazer acontecer”... e nem sempre o fiz com sucesso... mas, ao menos, eu sabia que não seria por falta de esforços... um dia a gente descobre que nem tudo está em nossas mãos... não é a mais confortante das constatações... mas é assim que a vida é... Fazer o que?
Escrito por L.C.
às 15h45 |